Mantendo o patamar – Belo Horizonte, MG – 12/05/2016, 19:07

Último treino antes da próxima prova-teste, a Copa Brou Trail do domingo que vem. Sinal de treino leve e tranquilo, certo? Errado! Com a disputa da prova no domingo e um pedido meu para ter o sábado livre, o sensei aumentou um pouco a quilometragem dos treinos durante a semana e sobraram 20km para hoje. E nem o alto volume do dia, nem a proximidade da competição foram motivos para que os tiros de 1km fossem removidos da planilha. Então… não me restava outra opção a não ser fazer força!

Me atrasei no escritório e, para piorar a situação, me atrasei mais ainda com a tradicional conversa fiada no ponto de apoio. O jeito foi tirar o atraso no treino e, como tem acontecido sempre na Andradas, o corpo respondeu. Logo no segundo km já estava correndo abaixo de 5′ / km e o nível de empolgação começou a subir. Mantive o ritmo forte, mas um breve mal estar me levou a uma curta pausa no km 4,5. Me hidratei, deixei a sensação ruim passar e retornei à corrida, mas segurando um pouco o ritmo durante o quilômetro seguinte, o que foi mais do que suficiente para o corpo voltar aos eixos.

Antes do km 7 já estava firme, forte e voando baixo (pelo menos para o meu patamar) novamente. Com isso, fechei o primeiro tiro de 1km a 4’20” de pace e decidi tentar manter o mesmo nível dos tiros da semana passada. Não me decepcionei.

correBorem0114O segundo tiro saiu a 4’01”, o terceiro a 3’57”, o quarto a 3’58” e o último, quando pensei que talvez não daria conta do recado, mandei um 3’56” e fechei com chave de ouro o tiroteio do dia. Mas o vôo não acabou por aí.

Empolgado com os tempos batidos, consegui continuar correndo forte por mais 3km, quando decidi que era hora de começar a me poupar e reduzi o ritmo por 2km. Tudo indicava que o final do treino seria num pace intermediário, em torno de 5’30” / km, mas aí a vaidade bateu à porta e voltei a pisar fundo no acelerador. Não é o tipo de comportamento comum a mim, mas ao ultrapassar um outro corredor, percebi que o mesmo aumentou o ritmo para devolver a ultrapassagem. Como me sentia bem e sobrando, apertei um pouco mais e percebi que o sujeito resolveu entrar em competição. Entrei na onda e decidi testar quem podia mais…

A essa altura eu me encontrava pelo km 16 do meu treino e enfiei um 4’20” com facilidade para abrir distância do infeliz. Ao fazer o retorno para voltar em direção ao ponto de apoio percebi que, apesar de muito atrás, o sujeito continuava no meu encalço, mas não aguentou a pressão e precisei apenas administrar a velocidade para me manter bem à frente. Com 4’50”, 4’42” e 4’46” nos quilômetros finais, concluí minha missão com 20,1km em 1:41’03”, pace médio de 5’01” e a imbecil satisfação por ter deixado algum zé ninguém para trás. Apesar do triste comportamento de triatleta-pavão, terminei satisfeito com os tempos obtidos nos tiros e mais satisfeito ainda por manter um ritmo forte mesmo após o tiroteio. Sinal de que continuo evoluindo consistentemente e a base para APTR se apresenta cada vez mais sólida.

Clique aqui para ver esse treino no Strava.

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